Comentário do Domingo: VI Tempo Comum

16 de Fevereiro de 2020. 6º do Tempo Comum. Mt 5, 20-37

Ouve-se dizer que “à mulher de César não basta sê-lo, mas também parecê-lo”. Porém, no nosso tempo, as coisas mudaram. Agora, o importante não é ser, mas parecer. O que vale não é tanto ser bom, mas parecê-lo; não é tanto ser honesto, mas não cair nas mãos da justiça. Vivemos numa sociedade que prima pelas aparências. Ora, isto não é sinceridade.
No evangelho deste domingo, Jesus apela a que reconheçamos as nossas falhas, para podermos progredir e alcançar aquilo que Ele chama Reino de Deus.
Há, porventura, alguém de nós que nunca se tenha irritado com o seu irmão, ou não haja mentido ou olhado para outra pessoa, com maus desejos? Jesus poderia dizer-nos que “quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra”. Mas convida-nos apenas a agir com sinceridade de coração e a ultrapassar o cumprimento exterior das normas e as aparências. Incita-nos à autenticidade. A que façamos algo mais, em favor dos irmãos.
Oxalá que a nossa vida se vá construindo, a partir da verdade e do amor. Bom seria que, perdendo o medo ao que os outros dizem, a nossa existência fosse sal e luz para quantos nos veem.
Juan Ramón Gómez Pascual, cmf

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