Bibliotecas Humanas em Sevilha: Um convite a escutar as vivências migratórias
As Bibliotecas Humanas em Sevilha regressam esta quinta-feira, 9 de julho, com uma nova edição da atividade “Vivências Migratórias: Cada pessoa é uma grande história”, uma iniciativa que convida a parar, escutar e conhecer em primeira mão as histórias de pessoas migrantes. O encontro terá lugar a partir das 20h30 na Alameda de Hércules e oferecerá um espaço aberto ao diálogo, à empatia e à reflexão através de testemunhos e histórias únicas.
Esta atividade faz parte do projeto “Derecho a Soñar (Direito a Sonhar) Fase II: Impulsionando a consciência crítica junto de pessoas com vivências migratórias para uma cidadania global”, financiado pela Agência Andaluza de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AACID). O seu objetivo é promover uma cidadania mais comprometida e consciente, favorecendo o encontro entre pessoas de diferentes origens para combater estereótipos e preconceitos que ainda rodeiam a realidade migratória.
Uma semana de convivência que culmina com uma Biblioteca Humana

Durante os últimos dias, pessoas de diferentes nacionalidades partilharam experiências, aprendizagens e espaços de convivência e fraternidade no Colégio Claret de Sevilha. Como encerramento deste processo coletivo, o grupo organiza uma nova edição da Biblioteca Humana, uma proposta que transforma as pessoas em “livros vivos” dispostos a partilhar as suas histórias com quem as queira escutar.
Cada conversa oferece a oportunidade de conhecer relatos de migração, superação e esperança na primeira pessoa, favorecendo um diálogo próximo e enriquecedor que ajuda a compreender melhor as diferentes realidades migratórias.
O que é uma Biblioteca Humana?

A metodologia das Bibliotecas Humanas nasceu em Copenhaga há quase três décadas, com o propósito de fomentar o diálogo entre pessoas diversas e reduzir os preconceitos sociais através do encontro direto.
Em vez de consultar livros tradicionais, os participantes podem “ler” histórias vivas, escutando os testemunhos de quem experienciou diferentes situações de discriminação, exclusão ou migração. Este formato permite dar um rosto e uma voz a realidades que, com frequência, permanecem invisíveis.
A partilha pessoal ajuda a quebrar estereótipos, a gerar empatia e a descobrir tudo aquilo que une as pessoas acima das suas diferenças.
Um projeto construído a partir da arte e da participação

A iniciativa conta com um importante trabalho prévio desenvolvido pela Proclade Bética e La Hoja Blanca, uma proposta que combina teatro, terapia e “artivismo” para criar espaços de expressão e transformação social.
Dirigido pela terapeuta e facilitadora social belga Stephanie Mouton, o projeto reúne um grupo formado por pessoas migrantes de vários países e cidadãos locais que trabalham conjuntamente para visibilizar o direito a migrar e promover uma sociedade mais inclusiva.
Através de técnicas de expressão corporal, criatividade, ritmo e artes cénicas, os participantes fortalecem laços, partilham experiências e preparam as histórias que, posteriormente, darão vida às Bibliotecas Humanas.
Um encontro aberto a todos os cidadãos

A atividade terá lugar na quinta-feira, 9 de julho, entre as 20h30 e as 23h00, na Plaza de la Alameda de Hércules, um dos espaços mais emblemáticos do centro histórico de Sevilha.
Durante a jornada, haverá pelo menos dez “livros humanos” que partilharão, de forma gratuita e ao ar livre, histórias cheias de esforço, resiliência, esperança e superação. Qualquer pessoa poderá aproximar-se, conversar e descobrir um olhar diferente sobre as migrações a partir das experiências pessoais de quem as viveu.
As Bibliotecas Humanas em Sevilha voltam, assim, a converter-se numa oportunidade para escutar, compreender e construir uma sociedade mais aberta, empática e comprometida com a diversidade. Se deseja conhecer outra realidade sobre as migrações através de quem as vive na primeira pessoa, não perca a oportunidade de participar esta quinta-feira na Alameda de Hércules.



