7.º dia. 2 de janeiro #IICAPITULOPROVINCIAL

Sessão da manhã

Amanheceu um dia chuvoso em Fátima. O cansaço começa a tornar-se visível. Às 7h00, muitos capitulares já se encontravam em adoração e, meia hora mais tarde, iniciámos a oração de Laudes em diversos idiomas, colocando nas mãos do Senhor o trabalho do dia.

Às 9h00 retomámos as sessões na aula capitular. No início, o Pe. Pedro Belderrain convidou-nos a não baixar a guarda depois de concluída a fase das eleições. Trata-se de uma das tentações que se apresentam neste momento do caminho capitular.

De seguida, a Comissão Capitular apresentou o projeto da primeira parte do documento final, incorporando os contributos e as sugestões recebidos até ao momento. Foi concedido um tempo para a leitura pessoal e para a apresentação de novas propostas de alteração e aperfeiçoamento do texto.

Às 12h00 celebrámos a Eucaristia, presidida pelo bispo claretiano D. Manuel António Mendes dos Santos. Na homilia, sublinhou duas ideias principais. A primeira, a partir da primeira leitura, convidou-nos a «permanecer na doutrina que ouvimos desde o princípio» (cf. 1 Jo 2,22-28), recordando-nos que, no meio de um mundo marcado pela multiplicidade de ideias e pelo relativismo, Cristo e o ensinamento recebido devem continuar a ser a nossa referência.

A segunda ideia partiu do Evangelho e da pergunta dirigida a João Batista: «Quem és tu?». Recordou-nos que também hoje essa pergunta nos é dirigida e que a nossa vida deve manifestar com clareza que somos missionários, com Cristo no centro, como o foi para o nosso Fundador, Santo António Maria Claret.

 

Sessão da tarde

Às 15h00 iniciámos a sessão com a oração apostólica. O moderador foi o Pe. Abilio Ramos. Seguidamente, deu-se início ao trabalho de grupo, com vista à elaboração de contributos concretos para o documento capitular, a integrar no seu terceiro bloco.

Antes de começar, o Pe. Pedro Belderrain ofereceu algumas orientações para o discernimento: recordar que o governo provincial tem um mandato de apenas três anos e, por isso, convém não o sobrecarregar com expectativas desproporcionadas; ter presente que, dentro de um ano e meio, chegarão as propostas do próximo Capítulo Geral (2027); colocar o acento em comunidades saudáveis sem esquecer a missão, pois olhar para dentro ajuda-nos a olhar para fora; evitar um número excessivo de propostas; e limitar as sugestões a um máximo de quatro por área (cinco no caso do apostolado).

Os grupos trabalharam até às 17h00, elaborando propostas concretas para as diferentes áreas: governo, vida comunitária e espiritualidade, apostolado, pastoral juvenil vocacional, economia e formação inicial. Seguiu-se um tempo de descanso até às 17h30, momento em que celebrámos as Vésperas.

Às 18h00 prosseguimos os trabalhos na aula capitular. Foi lida a ata do dia anterior, aprovada com algumas modificações. Em seguida, apresentou-se o segundo dos três blocos do documento capitular, centrado nos sonhos da Província, nos âmbitos da comunidade e da missão. Após algumas contribuições e ajustamentos, o texto foi aprovado. Deste modo, resta apenas o terceiro bloco do documento capitular, dedicado às questões práticas e jurídicas.

Os últimos intercâmbios na aula versaram sobre diversos aspetos jurídicos, tendo em vista o próximo capítulo.

Depois do jantar, vivemos um momento particularmente fraterno e descontraído com a troca dos presentes do amigo secreto entre os capitulares, sinal natalício da fraternidade que continuamos a cultivar nestes dias.

Amanhã será o último dia do capítulo. Confiamos a nosso Deus as últimas horas. A nossa Província está nas Suas mãos. Boa noite.

 

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